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Brasil

Dólar cai quase 1% ante o real em meio à disputa por taxa de fim de trimestre

Publicada em 31/03/25 às 20:46h - 10 visualizações

Reuters


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Dólar cai quase 1% ante o real em meio à disputa por taxa de fim de trimestre
Ilustração de notas de dólares 10/03/2023 REUTERS/Dado Ruvic  (Foto: © Thomson Reuters)

SÃO PAULO (Reuters) - Em uma sessão marcada pela disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês e de trimestre, o dólar fechou a segunda-feira em baixa de quase 1% ante o real, na contramão do avanço da moeda norte-americana ante boa parte de demais divisas no exterior em meio à expectativa pela aplicação de novas tarifas de importação pelos Estados Unidos a partir de quarta-feira. A moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 0,97%, aos R$5,7069. No ano, a divisa acumula queda de 7,64% ante o real. Às 17h03, na B3, o dólar para maio -- que nesta sessão passou a ser o mais líquido no Brasil -- cedia 0,94%, aos R$5,7355. No início do dia o dólar chegou a oscilar em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior. Por trás do movimento estavam os receios em torno da guerra de tarifas entre os países. No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as tarifas recíprocas que ele deve anunciar esta semana incluirão todos os países -- e não apenas um grupo menor de 10 a 15 países. Trump prometeu revelar um enorme plano tarifário na quarta-feira, que ele apelidou de "Dia da Libertação". Além do exterior, as cotações eram influenciadas pela disputa pela formação da Ptax no Brasil. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a taxa Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). No encerramento de trimestres a disputa é ainda mais acirrada, já que a Ptax serve de referência para balanços de empresas com operações internacionais. “O começo do pregão foi pautado nitidamente por uma cautela global. (As moedas) emergentes estavam se desvalorizando em bloco, meio que por conta da véspera do início do plano tarifário (nos EUA)”, comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, chamando a atenção ainda para a formação da Ptax. “Tem aí uma influência técnica alheia a questões fundamentais. Tanto que o movimento no câmbio não está linear sequer em relação à bolsa”, acrescentou, chamando atenção para o fato de o Ibovespa estar em queda. Formada a Ptax no início da tarde (R$5,7422 na venda), o dólar -- que já cedia naquele momento -- perdeu um pouco mais de força ante o real, em meio a movimentos técnicos. Profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que agentes que atuaram para sustentar as cotações durante a manhã passaram, depois da Ptax, a “devolver” dólares ao mercado. Neste cenário, após marcar a maior cotação do pregão de R$5,7867 (+0,42%) às 9h38, ainda na primeira hora de negócios, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,7010 (-1,07%) às 15h33. O recuo do dólar ante o real estava na contramão do que era visto no exterior, onde a moeda norte-americana subia ante a maior parte das demais divisas. “Apesar de mais um dia de aversão ao risco e do fortalecimento do dólar em relação às moedas de países desenvolvidos, o real é uma das poucas divisas que se valoriza nessa segunda-feira”, comentou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. “Fatores técnicos, como a formação da Ptax do trimestre com maior pressão vendedora no mercado, estão entre os elementos que explicam a queda de hoje.” No exterior, às 17h14 o índice do dólar que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas subia 0,16%, a 104,180. Pela manhã, o Banco Central vendeu toda a oferta de 20.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de maio de 2025. Já o boletim Focus do BC mostrou que a mediana das projeções do mercado para o dólar no fim deste ano foi de R$5,95 para R$5,92.


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